Versículo:” Aquele que obedece à Sua Palavra, Seu Pai o amará”. (João 14.23)
Nas histórias do Antigo e do Novo Testamento, encontramos várias passagens com demonstrações da presença de Deus, comprovando que Ele não é um ser distante, mas um Pai que cuida do seu povo. Ele caminhava com Adão e Eva no Éden, fez uma aliança pessoal com Abraão, Isaque e Jacó, aparecendo e prometendo estar com suas famílias, entre muitos outros exemplos.
Em João 14.23, Jesus diz que aquele que obedece à Sua Palavra, Seu “Pai o amará” e, assim, “nós viremos a ele e faremos morada nele”. E em Atos 1.8, a Palavra diz que recebemos o poder do Espírito Santo para sermos testemunhas de Cristo em qualquer lugar da terra.
Quando tomamos posse da presença do Pai em nossas vidas, podemos ver grandes maravilhas. Um exemplo disso é exatamente o que tem acontecido com muita intensidade na minha vida desde que me mudei para os EUA. É como uma planta que recebe os nutrientes necessários para crescer — como a Palavra, a família, os amigos e o trabalho — mas que foi transplantada para outra terra.
No começo dessa adaptação, os nutrientes parecem não ser suficientes, e começa um processo mais difícil de sobrevivência. É nesse momento que percebemos o quanto somos frágeis e, principalmente, o quanto dependemos do nutriente principal: Deus.
A nossa fragilidade nos faz enxergar o cuidado de Deus.
Entre muitas experiências vividas aqui, gostaria de contar uma que me marcou profundamente. Numa manhã silenciosa de fim de semana, eu estava dirigindo dentro de um confortável condomínio residencial. Em Orlando, é comum ver poucas pessoas caminhando ou usando os espaços externos, por causa das facilidades de transporte e lazer dentro das próprias casas ou nas áreas dos condomínios.
Em questão de segundos, algo veio ao meu coração e à minha mente dizendo: “dirija mais devagar”. Mesmo estando abaixo do limite de velocidade e achando um pensamento estranho, resolvi obedecer.
Foi nesse exato momento que uma criança de aproximadamente 5 anos atravessou a rua na frente de uma grande caminhonete que me dificultou enxergá-la. Como eu havia obedecido e reduzido a velocidade, consegui frear com suavidade e segurança.
A criança estava sozinha, algo muito raro de acontecer, até porque os pais são gravemente responsabilizados como um crime.
Tenho plena convicção de que um momento tão improvável como esse acontecimento, em questão de segundos, foi a forma que Deus encontrou de me mostrar o quão próximo está de minha vida, reconhecendo a fragilidade em senti-lo ao meu lado. A obediência nos aproxima e nos revela do Seu amor.
“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.” (Salmos 139.1e 2)
Marcos Rodrigues Judice
Ex professor de História do Colégio Mirassol
